6.1.10

Mais razões para investir no "as is"

A metodologia mais difundida e simples para mapeamento e redesenho de processos é composta por três ou quatro fases, dependendo do objetivo do projeto:

  • As Is
       "Como É" é o mapeamento da situação atual do processo

  • Gap Analysis
       É a "Análise das Deficiências" no processo e elementos corporativos correlatos em relação aos objetivos

  • To Be
       "Como Será" é o processo redesenhado incluindo melhorias desejadas

  • To Run
       "A Ser Executado" é o processo desenhado para a automação tipicamente num BPMS

Há pessoas que defendem gastar mais ou menos tempo em cada fase. Há especialistas que chegam a propor gastar o mínimo tempo tentando entender como a coisa funciona atualmente (as is), em prol de usar o maior tempo possível nas fases de modelagem do processo desejado e mais eficiente.

O que tenho visto em projetos recentes é justamente o contrário. A fase de descobrimento e documentação da situação atual é rica em oportunidades para o analista de processo. Primeiro e mais importante: é a hora de conversar com as pessoas e ouvir o que elas têm a dizer sobre o seu próprio trabalho. Na grande maioria das vezes as pessoas gostam de falar de si mesmas, de suas responsabilidades, de suas opiniões e seus anseios. Caso o analista de processo tenha o dom de inspirar confiança e for um bom "ouvidor", as chances são que vai coletar  informações úteis não só sobre o processo em sí mas também sobre a cultura e clima corporativo. Essas informações devem ser bem guardadas para uso posterior. Elas poderão significar a diferença entre o fracasso e o sucesso de um projeto quando este entra "em produção": aquela fase que depende das pessoas para dar certo.

5 comentários:

Aísa disse...

Perfeitamente! John Seely Brown (Cientista-Chefe da Xerox, Diretor do PARC e autor de "The Social Life of Information") é um dos que mais dizem que um profissional não pode re-desenhar um processo efetivamente se não entende a prática ("as is").

Cláudio Machado disse...

Concordo com o comentário da Aísa que não é possível inovar um processo, sem "conhecê-lo" na prática.

Mas qual o sentido de prática? Aquele que está aí (as-is) ou o que funciona como espera-se?

Um questionamento, que temos feito, apartir de experiências recentes, é que projetos de melhoria de processos consomem a maior parte dos recursos no mapeamento e poucos recursos são empregados nas melhorias.

Uma abordagem que estamos buscando é o mapeamento dos procesos, não pelas atividades, mas pelo valor que eles agregam.

Sugiro o link:
https://conteudo.gespublica.gov.br/folder_produtos/pasta.2009-04-20.5025738796/pagina.2009-06-30.5125010773/?searchterm=guia%20processos

Helio Pereira disse...

Concordo com Aisa e Claudio.
Interessante a abordagem que define o caminho para um link entre o planejamento e a execução. Priorização de processo,acho eu, deve ser orientada pela cadeia de valor - sempre...se é que você espera resultados operacionais práticos.
Diagnóstico
Planejamento
Execução
Monitoramento
Melhoria

Frankoliveiras disse...

Concordo com tudo o que foi dito anteriormente. Uma questão muito importante no As Is conforme publicado deve ser a pratica do bom ouvinte nas entrevistas pois para efeitos de Change Management podemos nesse momento identificar quais serão os fatores criticos da implantação em questão, podendo trabalhar esse quesito previamente focando em um plano de ação junto ao dono do processo.

Sergio R. Calura disse...

Acho bastante pertinente a questão do consultor ter um perfil que "passe confiança" ao levantar as informações das atividades juntos aos colaboradores. Ter a sensibilidade de entender o contexto e cenário do negócio junto aos colaboradores é um fator significativo para a modelagem do processo.