3.11.11

SOA é ...


“Arquitetura Orientada a Serviço (SOA) é uma arquitetura para construir aplicações [sistemas] de negócios como um conjunto de caixas-pretas, com baixo acoplamento, orquestrado para fornecer níveis de serviço bem definidos integrando processos de negócio.”

“... é um estilo de arquitetura de software cujo princípio fundamental prega que as funcionalidades implementadas pelas aplicações devem ser disponibilizadas na forma de serviços. Frequentemente estes serviços são conectados através de um "barramento de serviços" (enterprise service bus, em inglês) que disponibiliza interfaces, ou contratos, acessíveis através de web services ou outra forma de comunicação entre aplicações.” 

“... representa uma arquitetura aberta, ágil, extensível, federada, composta de serviços autônomos (que suportam qualidade do nível de serviço – QoS) interoperáveis, detectáveis, potencialmente re-utilizáveis, implementados como web services.”  

“... É uma forma de arquitetura tecnológica coerente com os princípios de orientação a serviços. Quando realizada através de uma plataforma tecnológica de Web Services, SOA estabelece o potencial para promover estes princípios nos domínios corporativos de processos de negócio e automação.”  



4.7.11

Intruduction to BPM

Apresentação em inglês feita por JD Furlan, diretor de educação da ABPMP International e vice-presidente da ABPMP Brasil.


 

29.6.11

Esqueça o foco no cliente! Tome sorvete de cupuaçu.

Pode-se dizer que há três maneiras, ou enfoques, que uma empresa pode usar para orientar, estruturar, oferecer e executar suas ofertas no mercado.

A primeira, e de longe a mais difundida, é a empresa orientada a produtos e serviços. Esta empresa pensa de dentro para fora, gasta a maior parte do tempo e energia tentando melhorar processos internos, muitas vezes focados na redução de custos e aumento de margens operacionais. Os produtos e serviços são pensados e evoluídos sem uma sistemática de participação dos clientes. A empresa até faz seu planejamento estratégico definindo mercados e perfis dos clientes-alvo, mas estas percepções são originadas dos colaboradores internos que se reúnem entre si e definem os objetivos estratégicos com base nas suas próprias experiências e opiniões. A premissa neste contexto é que se a empresa oferecer produtos e serviços com preços competitivos e qualidade, os clientes vão comprar.

Há também a empresa com foco no cliente. Esta empresa investe em pesquisas de opinião, pesquisas de satisfação, procura classificar o mercado em faixas etárias, faixas de renda, regiões geográficas, perfis de consumo e outros atributos. O pensamento é obter informações dos clientes para interpretá-las internamente para ajudar a criar produtos e serviços mais competitivos. Neste tipo de empresa é típico o investimento em “departamentos de reclamações” muitas vezes terceirizados em call centers, para tratar “com rapidez” as reclamações dos clientes. Isto é pensar com foco no cliente.

Mas há outra maneira de se pensar uma organização, onde o enfoque é totalmente de fora para dentro ou “outside in”. Os processos, produtos, serviços e operações são projetados com o foco do cliente. Ter o foco do cliente é entender suas necessidades a partir das experiências desses clientes. Numa empresa de telecomunicações, é ligar para a central de atendimento e experimentar tentativas inúteis e frustrantes; é estar doente, ir para o final da fila num hospital e esperar por horas; é ter seus projetos prejudicados por que um fornecedor não fez uma entrega; é pedir “mil vezes” um melhor atendimento e ser aparentemente ignorado. Sem ter em mente essas experiências e a partir delas planejar e executar, não é possível praticar o foco do cliente. 


E experiência é algo que se vive. Você conhece o sabor de um sorvete de cupuaçu? Pois é, poderíamos passar o dia todo explicando como é, fazendo comparações com outras frutas. Mas para saber mesmo só experimentando. 

BPM (Business Process Management ou Gerenciamento de Processos de Negócio) é uma disciplina que nos ajuda a modelar e gerenciar os processos a partir do resultado final que desejamos, ou seja, proporcionar uma excelente experiência aos nossos clientes. O que é uma experiência excelente? Vamos perguntar aos clientes e a partir das respostas podemos criar uma organização competitiva, inovadora e sustentável.

Este post foi inspirado no Axioma de Gart.

30.5.11

Guia de Gestão de Processos de Governo é lançado em maio 2011

"O Guia integra-se a iniciativas como a e-PING e o GesPública.

A necessidade de desenvolvimento de um Guia de Gestão de Processos de Governo, disponível nos sítios da GesPública e do Governo Eletrônico, originou-se da constatação de que as várias iniciativas conduzidas no governo relacionadas à gestão de processos de negócio precisam de integração, o que vem dificultando ou impossibilitando o compartilhamento de resultados nos moldes de cadeias de valor intra e entre instituições. Isto traz dificuldades para a execução com sucesso de iniciativas prioritárias do Ministério do Planejamento, como a simplificação do atendimento ao cidadão e a implementação de soluções de TI mais racionais e integradas, o principal foco do e-GOV, o Governo Eletrônico Brasileiro.

Atualmente existe uma demanda para a integração dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal para alicerçar a desburocratização e que, a partir da “Carta de Serviços ao Cidadão”, estabelece o compromisso do governo com a qualidade dos serviços prestados pelos órgãos ou entidades que culminam com a obrigatoriedade da aplicação de pesquisas periódicas de satisfação junto à sociedade, buscando identificar lacunas e deficiências na prestação do serviço ao cidadão.

No âmbito do tema “Áreas de Integração para Governo Eletrônico”, um dos cinco temas abordados pela e-PING, foi criado um grupo de trabalho composto por pessoas de diferentes órgãos como o próprio MPOG, MF, MCT, MI, ANS, CNEN, DATAPREV, entre outros, com o objetivo de elaborar o Guia de Gestão de Processos de Governo, coordenado pelo Serpro em conjunto com o MPOG, através da Secretaria de Gestão (Seges) que tem, entre suas competências, a função de coordenar as ações do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização - GesPública, instituído pelo Decreto 5.378, de 23 de fevereiro de 2005. Dentre os métodos e soluções ofertados pelo Programa GesPública encontra-se a Gestão de Processo.

O Guia de Gestão de Processos de Governo é composto de duas partes. A primeira consiste em um documento de orientação metodológica de suporte à gestão de processos, contemplando um conjunto de conceitos de Gerenciamento de Processos de Negócio a serem utilizados pelos agentes durante as atividades de construção e melhoria de modelos. Além da orientação metodológica à elaboração e evolução dos processos, o Guia tem a função de fornecer um olhar comum a respeito do gerenciamento.

A segunda parte foca na contratação de serviços de modelagem de processos. Tendo em vista que os órgãos que adotam a gestão por processos podem passar por uma fase de contratação de serviços, o guia exemplifica algumas destas boas práticas na forma de um “Processo de Contratação de atividades de Modelagem de Processos”.

Plataforma de Processos
Paralelamente ao Guia de Gestão de Processos de Governo, outros projetos vêm sendo conduzidos com o objetivo de amparar o governo no assunto. Dentre eles, destaca-se a concepção de uma Plataforma de Processos do Governo, a qual favorecerá a visão integrada de processos e dados para apoiar decisões estratégicas, aperfeiçoando os níveis de gestão e controle da Administração Pública. Associando dados a processos (visão de negócio), essa iniciativa será responsável por um conjunto de estratégias, padrões e metodologias e por um ambiente tecnológico que reunirá soluções para suporte às atividades relacionadas a processos.

Atualmente na versão 1.0, a Metodologia de Modelagem de Processos integra a Plataforma de Processos do Governo, tendo por objetivo oferecer suporte conceitual e prático a todos os profissionais envolvidos na elaboração de processos, abordando padrões, modelos de referência, técnicas e conceitos atrelados ao Gerenciamento de Processos.

A Plataforma de Processos de Governo é um projeto que está sendo conduzido pelo Serpro, com participação da Seges e SLTI/MPOG, como disciplinadores dos segmentos dados e processos no âmbito do Governo Federal."
  
Fonte: Comunicação Social do Serpro - Brasília, 23 de maio de 2011

17.5.11

BPM Boot Camp & CBPP Exam® da ABPMP Brasil - 08 a 11 de junho 2011

Inscreva-seBPM Boot Camp e Exame CBPP
BPM Boot Camp & CBPP Exam® da ABPMP Brasil, 3ª edição, ocorrerá no período de 08 a 11/06/2011 no Tryp Campinas Hotel, inscrições abertas.

9.5.11

O ROI de ECM

Hoje conversei bastante com o Google sobre a questão do ROI - retorno sobre o investimento - em ECM.  Não encontrei uma resposta contundente, tipo: por cada $X investido em ECM há um retorno de Y%. Ao meu ver isto se deve ao caráter de variabilidade dos projetos em cada cliente.

Os temas recorrentes que encontrei hoje (e sempre encontro) foram sobre os benefícios em 3 áreas principais:

1 Encontrar a informação de forma rápida - e as conseqüências em aumentar a eficiência e a qualidade do trabalho (fazer mais com o mesmo custo - cada colaborador pode executar um maior número de tarefas por dia, por exemplo). As estatísticas podem ajudar a se chegar em números. Se os colaboradores gastam 50% do seu tempo procurando informação e ECM reduz isto para 10%, então temos um ganho de 40% sobre a folha (algo assim).

2 Não perder documentos, evitando transtornos de toda sorte, prazos legais, contratuais, multas.... 7,3% dos documentos se perdem e 3% são arquivados de forma errada. Qual o total de multas pagas por não encontrar documentos em tempo?

3 Economizar espaço físico (muitas vezes em regiões metropolitanas de alto custo por metro quadrado) - este comparativo é muito usado por analistas e o cliente percebe com clareza.  Quantos metros quadrados são usados para armazenar docs? Quanto custa um metro quadrado na região? E há o famoso custo de oportunidade: no caso de hospitais, por exemplo, um leito rende R$ 1000 por dia !!!!

E...encontrei várias referencias dizendo que o ROI de ECM fica turbinado quando usado em conjunto com “automação de fluxos de trabalho (workflow)” que orquestra o USO dos documentos nos processos.

Quem tiver uma calculadora de ROI de ECM, favor enviar o link.

3.4.11

ABPMP Boot Camp - Um mergulho no Corpo Comum de Conhecimento BPM

Aprendi e re-aprendi várias coisas nesta revisão das áreas de conhecimento do BPM CBOK, livro publicado pela ABPMP. A revisão e reflexão das áreas de forma integrada foi uma ótima oportunidade de unir conceitos e práticas "ponta-a-ponta" (rsrs), numa visão holística do trabalho de um profissional BPM. A experiência prática e didática dos instrutores também foram fatores fundamentais para a efetividade da capacitação.

O boot camp de três dias (30-mar a 01-abr, 2011) foi um alinhamento preparatório para o exame de certificação profissional da ABPMP International: o CBPP - Certified Business Process Professional. O exame aborda as seguintes áreas:

Gerenciamento de Processos de Negócio
Modelagem de Processos 
Analise de Processos
Desenho e Transformação de Processos
Metodologias de Melhoria de Processos
Gerenciamento de Desempenho de Processos
Papeis de Gerenciamento de Processos
Gerenciamento de Processos Corporativos
Tecnologias de Suporte a BPM

 Recomendo a todos os profissionais interessados em aprimorar suas habilidades BPM.